





“300: March to Glory” é um jogo de ação com combate do tipo “hack and slash”, ou seja, de usar golpes de espada (ou de outras armas brancas) em quem aparecer pela frente. O problema é o aspecto genérico e, em certas partes, inacabado. Não há quase nenhum diferencial nele e as poucas invenções não são nada empolgantes.
O início até promete. Traz cenas não-interativas baseadas no quadrinho original, de Frank Miller, acrescidos de alguns efeitos de animação, quase a mesma técnica usada em “Metal Gear Solid: Digital Graphic Novel” e “Metal Gear Solid: Portable Ops”. A arte é fantástica. Uma dublagem competente e uma trilha sonora bem produzida completa o excelente trabalho. Aliás, se há algo de bom em “March to Glory” são os extras, que incluem ilustrações, storyboards, filmes (inclusive o trailer do filme), tudo material de primeira.
Mas a apresentação bem feita apenas aumenta a má impressão dos gráficos do game em si. Não que sejam ruins, mas diante de produções recentes, como “Ratchet and Clank”, está nitidamente abaixo do que o PSP pode fazer. Os modelos humanos têm uma proporção estranha e os cenários são simples, baseado em blocos, com texturas sem definição. Apenas o protagonista se salva, pois ele fica disfarçado com armadura, que vai mudando conforme se compra novos equipamentos. Fica evidente a falta de esmero no visual.






